
Mais de R$ 8,5 bilhões devem ser injetados na economia fluminense, impulsionando vendas de dezembro e possibilitando recuperação parcial das perdas do setor.
O comércio está animado com o pagamento da segunda parcela do 13° salário, que deve injetar mais de R$ 8,5 bilhões na economia do Estado do Rio, de acordo com estudo do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), com base nas informações da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) e do Novo Caged. Segundo o trabalho, parte dos recursos pode colaborar para aumentar as vendas e ajudar o setor a recuperar as perdas registradas durante o ano, incrementando as vendas de dezembro, que também devem crescer 5% com o Natal.
De acordo com Aldo Gonçalves, presidente do CDLRio e do SindilojasRio, o pagamento da segunda parcela do 13º salário certamente vai contribuir para melhorar o desempenho do comércio da cidade e do Estado. Junte-se a isso, o esforço que os comerciantes cariocas têm feito para aumentar as vendas, desde promoções e liquidações até modalidades de pagamento diferenciadas com descontos e outras facilidades. “Mesmo com todas essas ações, as vendas nas datas comemorativas importantes no segundo semestre, como o Dia dos Pais, ficaram aquém das expectativas”, ressalta.
“A variação do volume de vendas do comércio nos nove primeiros meses, comparativamente ao mesmo período do ano passado, caiu 2,1% no Rio de Janeiro, enquanto no Brasil aumentou 1,5%. Esses números mostram que o Estado não produziu condições para o crescimento da economia local como outras unidades da federação, prejudicando o varejo, diferentemente do que acontece com petróleo e gás e as diversas atividades de serviços voltados para o turismo”, diz Aldo.
Ele cita também que o endividamento crescente das famílias constitui fator preocupante, na medida em que os juros estão muito altos e colocam o Brasil no pódio dos países que praticam as maiores taxas. “Por conta disso, segundo pesquisas, o endividamento das famílias saltou mais de cinco pontos de outubro do ano passado a outubro deste ano até atingir 88,7%. Isso torna a questão muito sensível, uma vez que segmentos importantes do comércio dependem do crédito. Apesar da situação, o setor deve aproveitar o momento em que o consumidor está com o décimo-terceiro no bolso para oferecer produtos atrativos”, conclui Aldo Gonçalves.
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Pagamento da 2ª parcela do 13º anima o comércio do RioCompartilhe:

